Curiosidades
A versão original de Sangue do Meu Sangue foi exibida pela TV Excelsior entre 1969 e 1970, com grande sucesso.
O SBT exibia o mesmo capítulo duas vezes por noite. Uma às 20h e outra às 21h45.
Essa versão não teve o mesmo sucesso da original. Um charme a mais, que era a interpretação de Carlos e Lúcio pelo mesmo ator, foi eliminado nessa regravação, além de outros aspectos que os adaptadores Rita e Paulo quiseram abordar. Pouco depois da estréia, o autor Vicente Sesso foi a público criticar o remake, ameaçando ir à justiça a fim de pedir o direito de assumir o roteiro de sua história, mas a direção da emissora se antecipou, afastou os adaptadores e entregou a novela a seu autor sem precisar de intervenção judicial. Sesso assumiu a escrita da nova versão e conduziu seus personagens como achava que devia.
A primeira abertura de Sangue do meu sangue mostrava um escravo correndo, comemorando a liberdade e o fato de seu filho recém-nascido já ter nascido livre, marcando bem a temática da história e a época de ambientação, tudo embalado por uma versão orquestrada do Hino à Proclamação da República. Porém, com a mudança de roteiristas e o início da "nova fase", a abertura e o tema musical foram alterados. Agora, eram imagens da cidade cenográfica da novela tendo como música de fundo o intermezzo da ópera Cavalleria Rusticana, de Pietro Mascagni.
A atriz Tônia Carrero, intérprete de Pola na versão da TV Excelsior, retornava nesta como Cecile Renon, parente da atriz.
A atriz Bete Coelho interpretava um personagem masculino, Fabrício, abolicionista amigo de Lúcio. O nome verdadeiro da personagem era Fernanda, que se vestia de homem para usufruir dos privilégios que os homens da época possuíam. Na trama, a personagem tomava todos os cuidados para não ser descoberta, incluindo não atender a porta quando estava desprevenida e mentir que tinha uma amante, quando um de seus amigos, por acidente, viu vestes de mulher no armário. O único obstáculo para o seu disfarce era o amor que sentia por Ricardo, irmão de Lúcio. Na reta final da trama, a personagem leva um tiro aparentemente fatal durante uma ação dos abolicionistas numa fazenda. Meses depois, ela retorna, já vestida com roupas femininas, e todos que a conheciam como Fabrício a tomam como uma irmã gêmea do mesmo. Somente à Ricardo ela revela seu segredo e também seu amor, no que é correspondida.
Premios: Troféu Imprensa de Melhor Ator de 1995 para Osmar Prado.
A novela em seu mesmo ano de exibição foi vendida para a TVI uma emisora de tv portuguesa que hoje é líder de audiência em Portugal.
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