quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

BAILES, PERUS, BOLINHAS E TAPINHAS

Mais uma vez a Rede TV! apostou no Baile Gay para fechar sua programação de carnaval baseada no que ocorre nos bastidores da maior festa popular do país. A ordem era obter audiência com entrevistados engraçados, piadas de duplo sentido e muitas tomadas do corpo de mulheres e travestis. No ar algumas brincadeiras se transformaram em ofensas, mesmo porque o limite entre a graça e a grosseria é muito tênue.

Na porta do Baile Gay estavam os repórteres, humoristas e apresentadores. Todos sem roteiro. No local foi instalada uma banheira (o quadro que já foi sensação nos anos 90 voltou com tudo na Rede TV!) para que os convidados driblassem os braços fortes de um modelo para encontrar a maior quantidade de “perus” entre as bolinhas. E os câmeras, é claro, pouco preocupados em mostrar a realização do desafio, focavam apenas pernas, peitos, fantasias caindo … Ou seja, apenas mais um artifício para ter ângulos generosos no vídeo.

Estava esquecendo! Não faltaram na cobertura do Baile Gay os tapinhas nos seios e nádegas siliconadas e as frases feitas dos apresentadores.

Não precisou de muito tempo para o telespectador reparar que Nelson Rubens se esforçou ao máximo para achar graça na brincadeira, mas que não conseguiu rir com tanta naturalidade. Já Daniela Albuquerque adotou na última noite de transmissões o mesmo estilo de todo o carnaval: sorriu, sorriu, falou pouco, sorriu, sorriu… Sem dúvida nenhuma, carnaval é imagem, então, por que a apresentadora precisa falar?
Jose armando vanucci

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